Blog do Arcanjo https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br Com leveza, curiosidade e inteligência, o Blog do Arcanjo abre as cortinas para o teatro, propondo um diálogo entre o palco e o mundo da cultura e do entretenimento. Sat, 25 Jan 2020 03:00:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Clima pesa em entrevista ao vivo na Globo sobre enchentes em BH https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/clima-pesa-em-entrevista-ao-vivo-na-globo-sobre-enchentes-em-bh/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/clima-pesa-em-entrevista-ao-vivo-na-globo-sobre-enchentes-em-bh/#respond Fri, 24 Jan 2020 21:55:19 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34659

Isabela Scalabrini faz entrevista com clima tenso durante as enchentes que castigam BH – Foto: Reprodução – Globo Minas

O clima pesou em uma entrevista ao vivo na Globo, realizada pela repórter Isabela Scalabrini, na cobertura das fortes chuvas em Belo Horizonte, nesta sexta (24). Ao ver uma mulher carregando doações de roupas às vítimas das enchentes, a jornalista parou a mulher para uma rápida entrevista. A própria entrevistada se identificou, a pedido da repórter, como sendo Giovana Alves.

“Vocês estão indo aonde? É uma família?”, questionou Isabela. “Não, nós não pertencemos a essa área aqui não. Pertencemos a parte aqui de cima”, respondeu a mulher. “A senhora fica tranquila lá em cima?”, retrucou a repórter. “Na parte de cima nunca nos afetou, só a parte de baixo”, explicou a entrevistada. Aí Isabela resolveu questionar a mulher sobre as roupas que estava levando: “Ah, a senhora veio pegar doações? E porque a senhora pegou? A senhora também está precisando então?”. Ao que a mulher respondeu: “É… A gente precisa. Na verdade é porque o pessoal já pegou e já tá sobrando muita roupa ali, entendeu? Então nós não estamos pegando nada que é dos outros”.

Isabela prosseguiu: “Não, claro que não. Eu não quis dizer isso, absolutamente. Eu queria só esclarecer. A senhora também, se está precisando… A senhora também tá precisando?”, voltou a insistir a repórter da Globo. “A gente está precisando sim… Mas tem muita roupa aí. Tá bom?”, finalizou a entrevistada, deixando seu descontentamento com a entrevista evidente. “Muito obrigada por a senhora ter parado para conversar com a gente”, despediu-se Isabela. A mesma repórter já havia sido alvo de outra polêmica um ano atrás, durante o desastre em Brumadinho. Na época, a direção da Globo decidiu por afastá-la da cobertura da tragédia.

Veja o vídeo:

]]>
0
Talytha Pugliesi diz ter sido vítima de assédio de um colega do teatro https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/talytha-pugliesi-denuncia-assedio-que-sofreu-de-colega-do-teatro/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/talytha-pugliesi-denuncia-assedio-que-sofreu-de-colega-do-teatro/#respond Fri, 24 Jan 2020 21:25:16 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34642

Talytha Pugliesi (de vermelho) com os colegas de elenco e diretor e autor da peça Toda a Saudade do Mundo, Régis Trovão Rodrigues (de colete preto e camisa branca) – Foto: AgNews

A atriz e top model Talytha Pugliesi usou sua conta no Instagram para denunciar assédio que teria sofrido por parte de “um homem por qual tinha confiança e carinho”. Sem citá-lo nominalmente, Talytha revelou que o homem trabalhava com ela havia quatro meses, quando a teria assediado no dia 28 de novembro de 2019, em um evento fora do teatro. Assustada com o ocorrido, a atriz, que é casada, chegou a compartilhar a situação com familiares e com o restante do elenco da peça. Na época do relato, Talytha estava em cartaz em São Paulo no Teatro Cemitério de Automóveis, na rua Frei Caneca, com o espetáculo “Toda a Saudade do Mundo”, escrito e dirigido por Régis Trovão Rodrigues, que não comentou o caso — caso queira se manifestar, este espaço está aberto. Além de atriz, Talytha Pugliesi é uma das modelos brasileiras que mais tiveram sucesso no mercado internacional da moda, tendo desfilado e feito campanhas para as mais importantes marcas do mundo.

Leia o relato da atriz e modelo Talytha Pugliesi:

“No dia 28 de novembro eu sofri assédio de um homem por qual eu tinha confiança e carinho. Fazia uns 4 meses que vinhamos trabalhando juntos e nunca havia acontecido nada do tipo vindo dele.

Nós estávamos num evento com outros amigos. Nem sei como ou porquê fui parar naquele lugar. Logo que cheguei quis ir embora mas acabei ficando porque tinha comida e eu comi e bebi bastante.

Os amigos foram indo embora e ficamos só nós dois de boa, conversando de projetos futuros e brevemente sobre a vida. Até que ele pegou a minha cabeça, como quem põe a mão atrás da cabeça da pessoa e traz em sua direção pra beijar.

Eu empurrei e falei algo do tipo(não me lembro exatamente dos diálogos depois disso): tá doido ou não faz isso ou não viaja. Ele tentou pela segunda vez e eu não faço idéia do que falei. Só me lembro de sentir vergonha.

Ele pediu desculpas e continuamos conversando. Eu não sei dizer até agora por que eu não levantei e fui embora? Por que eu não gritei, não agredi? Até que mais uma vez, do nada, ele fez o mesmo movimento e me beijou pela terceira vez.

Todas as vezes eu o empurrei pra longe. Preciso dizer que eu tava bebada e chapada. Quando me despedi, ele ainda me disse uma frase que me enoja sempre que penso nela. Ou seja, ele tentou uma quarta vez pra ver se eu ia ceder. Eu entrei no Uber e fui pra casa.

Vomitei muito no caminho até em casa e muito mais quando cheguei. Senti muito muito nojo. No dia seguinte mandei msg pra ele dizendo que aquilo era um absurdo, que ele tinha me desrespeitado e que eu nunca tinha dado nenhuma abertura para ninguém. Ele se desculpou e eu achei que ficaria tudo bem. Mas não ficou. E não está tudo bem até agora. Nunca senti tanto ódio na vida.

Eu só pensava em como eu ia contar pro meu marido? E eu precisava contar pra ele pra me sentir melhor porque ele é meu melhor amigo. Mas eu não contei. Contei pra minha terapeuta e na quarta após o episódio eu contei pra uma pessoa – um homem – do nosso grupo que eu acreditava ser a minha pessoa naquele lugar.

Uma semana depois do acontecido, eu viajei pra encontrar o Lucas, meu marido, que tava viajando a trabalho e só quando cheguei lá eu consegui contar por msgs de Whatsapp pras minhas irmãs que são as minhas pessoas nesse mundo junto com ele. Mas eu tinha muita vergonha. E como elas tinham conhecido ele numa apresentação que foram assistir, pensei não falar.

Aí foi a primeira vez que eu me percebi cogitando passar pano e fiquei indignada em como essas situações nos deixam coagidas. Mas eu contei a elas, e obviamente, me encorajaram a contar ao meu marido. Eu contei. Imaginem a vergonha e o medo! Um parêntese – eu tenho o MELHOR companheiro do mundo. As minhas irmãs me fizeram entender que era assédio e depois conversando com advogado, soube que dá cadeia.

Depois que eu finalmente consegui contar pro boy, comecei explanar. Contei pras outras pessoas do nosso núcleo e explanei no grupo de zap da peça. Após essa explanada e por causa dela, o abusador pediu desculpas pra mim e para os outros atores e todos falamos o que queríamos falar. Me senti melhor mas não o suficiente. Dois dias depois mandei outra msg no grupo falando uma última coisa que eu precisava muito falar.

Após o assédio eu ainda tive contato com ele mais 3 vezes porque tinha o compromisso do trabalho e nessas vezes eu só falei profissionalmente e nunca mais consegui nem dar a mão como cumprimento. Ele, claro, continuou vivendo como se nada fosse.

No último dia de apresentação eu cheguei como sempre e percebi que aquela pessoa que foi a primeira que eu procurei pra me abrir, tava me tratando mal e falava com o assediador com acolhimento. Não me pergunte o porquê pq não sei. A única coisa que me vem a cabeça é que alguns poderiam achar que eu estava “overreacting” e “ele já tinha sido homem e pedido desculpas na frente de todos e para todos” (eu ouvi essa frase). Porque é isso, você, vítima, pode reclamar mas não tanto assim né? Só que só quem passou por algo parecido sabe o quanto é necessário.

Esses dias me perguntei como eu atraí isso pra minha vida e a resposta que veio é: eu sou de verdade, feminista de verdade, então eu precisava falar. Por mim e por outras mulheres.”

Ver essa foto no Instagram

 

No dia 28 de novembro eu sofri assédio de um homem por qual eu tinha confiança e carinho. Fazia uns 4 meses que vinhamos trabalhando juntos e nunca havia acontecido nada do tipo vindo dele.  Nós estavamos num evento com outros amigos. Nem sei como ou porquê fui parar naquele lugar. Logo que cheguei quis ir embora mas acabei ficando porque tinha comida e eu comi e bebi bastante.  Os amigos foram indo embora e ficamos só nós dois de boa, conversando de projetos futuros e brevemente sobre a vida. Até que ele pegou a minha cabeça, como quem põe a mão atrás da cabeça da pessoa e traz em sua direção pra beijar. Eu empurrei e falei algo do tipo(não me lembro exatamente dos diálogos depois disso): tá doido ou não faz isso ou não viaja. Ele tentou pela segunda vez e eu não faço idéia do que falei. Só me lembro de sentir vergonha. Ele pediu desculpas e continuamos conversando. Eu não sei dizer até agora por que eu não levantei e fui embora? Por que eu não gritei, não agredi? Até que mais uma vez, do nada, ele fez o mesmo movimento e me beijou pela terceira vez. Todas as vezes eu o empurrei pra longe. Preciso dizer que eu tava bebada e chapada. Quando me despedi, ele ainda me disse uma frase que me enoja sempre que penso nela. Ou seja, ele tentou uma quarta vez pra ver se eu ia ceder. Eu entrei no Uber e fui pra casa. Vomitei muito no caminho até em casa e muito mais quando cheguei. Senti muito muito nojo. No dia seguinte mandei msg pra ele dizendo que aquilo era um absurdo, que ele tinha me desrespeitado e que eu nunca tinha dado nenhuma abertura para ninguém. Ele se desculpou e eu achei que ficaria tudo bem. Mas não ficou. E não está tudo bem até agora. Nunca senti tanto ódio na vida. Eu só pensava em como eu ia contar pro meu marido? E eu precisava contar pra ele pra me sentir melhor porque ele é meu melhor amigo. Mas eu não contei. Contei pra minha terapeuta e na quarta após o episódio eu contei pra uma pessoa – um homem – do nosso grupo que eu acreditava ser a minha pessoa naquele lugar. Continua nos comentários:

Uma publicação compartilhada por Talytha Pugliesi (@talythapugliesi) em

Talytha Pugliesi, atriz e top model – Foto: Reprodução/Instagram

Leia também:

Clima pesa em entrevista ao vivo na Globo

Satyros tem verão agitado com 4 peças na Roosevelt

Baianos celebram aniversário de SP com axé e acarajé

]]>
0
Satyros mistura ousadia e clássicos em seu verão com 4 peças em cartaz https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/satyros-mistura-ousadia-e-classicos-em-seu-verao-com-4-pecas-em-cartaz/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/satyros-mistura-ousadia-e-classicos-em-seu-verao-com-4-pecas-em-cartaz/#respond Fri, 24 Jan 2020 20:24:11 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34630

Ivam Cabral em cena da peça Pessoas Perfeitas: vencedora dos prêmios APCA, Shell e Aplauso Brasil volta no verão no Satyros – Foto: Andre Stefano – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

A Cia. de Teatro Os Satyros sempre foi afrontosa. E, pelo jeito, não pretende deixar de sê-lo. Tanto que o aguerrido e numeroso grupo trintão com sede na praça Roosevelt, no centro paulistano, já começa 2020 com tudo. Mais especificamente, com quatro espetáculos, entre clássicos de seu repertório revisitados e novidades que ainda não foram devidamente degustadas pelo público. Tudo a partir desta sexta (24) até 16 de fevereiro, vésperas do Carnaval.

As coisas começam por lá nesta sexta (24), às 21h, com a volta do espetáculo arrasa-quarteirão “Pessoas Perfeitas”, sempre às sextas e sábados, 21h, no Satyros Um (praça Roosevelt, 214). O Blog do Arcanjo explica: a obra ganhou o Prêmio APCA de melhor espetáculo e ainda os prêmios Shell e Aplauso Brasil de melhor dramaturgia em 2014. Tudo com a história de inusitados moradores da metrópole contada por Rodolfo García Vázquez e Ivam Cabral munidos de um elenco totalmente entregue a seus personagens.

O ator Alex de Felix em cena da peça “Os 120 Dias de Sodoma”, que volta ao cartaz no Estação Satyros da praça Roosevelt – Foto: Andre Stefano – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Já também às sextas, 21h, mas no Estação Satyros (praça Roosevelt, 134), volta ao cartaz “Os 120 Dias de Sodoma”. A peça de Rodolfo García Vázquez a partir dos textos mais sórdidos de Marquês de Sade, conta o abuso de jovens mocinhos e mocinhas por poderosos sem qualquer tipo de escrúpulos ou remorsos, tudo devidamente atualizado com o Brasil de hoje e com um elenco intenso.

Falando nisso, também volta ao cartaz a mais nova peça da trupe, “Baderna Planet”, com sessões aos sábados, 21h, também no Estação Satyros. A obra de Vázquez e Cabral mistura a performatividade típica dos discursos identitários ao horror chamado Brasil atual mergulhado na onda conservadora e neofascista. Entre os temas abordados estão racismo, necropolítica, masculinidade tóxica e todas as formas de amor possíveis.

Para encerrar o quarteto de peças neste já movimentado verão satyriano, o grupo apresenta aos domingos, às 19h, e às segundas, às 21h, no Satyros Um, o monólogo “Todos os Sonhos do Mundo”, com Ivam Cabral dirigido por Rodolfo García Vázquez. Na obra, o ator paranaense descortina seu coração ao público, de sua tenra infância aos dias atuais, em uma entrega corajosa de desmedido amor.

Ah, todas as peças do Satyros têm entrada a R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia, além de preço especial de R$ 5 para moradores da praça Roosevelt, que o grupo ajudou a transformar de um lugar horrível e perigoso do centro a um verdadeiro epicentro cultural da metrópole aniversariante. Saiba mais aqui.

>>> Siga @miguel.arcanjo

Cena da peça Baderna Planet, da Cia. de Teatro Os Satyros – Foto: Andre Stefano – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Ver essa foto no Instagram

 

Aloooou, SP! Estamos de volta! Confira a nossa programação delícia para janeiro e fevereiro >>> www.satyros.com.br

Uma publicação compartilhada por Cia. de Teatro Os Satyros (@ossatyros) em

]]>
0
Baile da Massa Real celebra aniversário de São Paulo ao som da Bahia https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/baile-da-massa-real-celebra-aniversario-de-sao-paulo-ao-som-da-bahia/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/24/baile-da-massa-real-celebra-aniversario-de-sao-paulo-ao-som-da-bahia/#respond Fri, 24 Jan 2020 19:05:09 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34614

Baile da Massa Real: ritmo baiano celebra o Aniversário de São Paulo – Foto: Alberto Tomaz – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

As primeiras horas do Aniversário de São Paulo serão embaladas pelo furor da energia da Bahia. Afinal, os baianos sempre estiveram umbilicalmente ligados ao crescimento da grande metrópole, sendo fundamentais no desenvolvimento paulista. Fusionar o amor por São Paulo e pela Bahia, portanto, é a proposta nesta noite da festa Baile da Massa Real, criada pelo cantor Pietro Leal. Trata-se do melhor agito baiano-paulistano da atualidade na humilde opinião do Blog do Arcanjo. A celebração traz não só a banda com aquele batuque inigualável que remete aos das ladeiras do Pelô, como ainda tem como destaque o aroma do acarajé do chef baiano Dudu Borges frito na hora no azeite de dendê, obviamente. A iguaria afro é servida no pátio a quem desejar uma pausa para recobrar as energias da pista em constante ebulição. Tudo acontece no Fabrique Club (r. Barra Funda, 1071), na Barra Funda. Ah, a casa abre exatamente à meia-noite, na virada desta sexta (24) para sábado (25), com som prévio do DJ Hélindo. Os ingressos variam de R$ 30 a R$ 50 e podem ser comprados de forma antecipada ou na porta. Pelo jeito, o aniversário de Sampa já começa abençoado pelos filhos da cidade na qual todo mundo é d’Oxum, como compuseram Gerônimo e Vevé Calazans, canção que, aliás, faz parte do repertório da festa soteropolitana, ou melhor, paulistaníssima, que terá em fevereiro o Bloco da Massa Real no Carnaval de São Paulo, homenageando os 35 anos do axé music e os 70 anos do trio elétrico. Vai perder?

>>> Siga @miguel.arcanjo

Ator baiano radicado em SP, Beto Mettig é habitué da festa Baile da Massa Real – Foto: Alberto Tomaz – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

]]>
0
Festival Universo Paralello leva 25 mil à Bahia: “Minha essência”, diz Alok https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/17/festival-universo-paralello-leva-25-mil-a-bahia-minha-essencia-diz-alok/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/17/festival-universo-paralello-leva-25-mil-a-bahia-minha-essencia-diz-alok/#respond Fri, 17 Jan 2020 14:45:43 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34590

Os irmãos DJs Bhaskar e Alok tocam juntos no Universo Paralello 2020: emoção em família junto ao público – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Um mar de gente em festa por uma semana à beira do mar. Cerca de 25 mil pessoas curtiram o Festival Universo Paralello. Realizado entre 27 de dezembro de 2019 e 3 de janeiro de 2020 na Praia de Pratigi, em Ituberá, na Bahia, o evento celebrou seus 20 anos.

E haja artistas. Afinal, foram mais de 2.000 atrações em oito diferentes palcos montados na extensa área do evento, que criou uma verdadeira comunidade em meio à natureza ao redor. Todos em busca de começar o ano perto daquilo que é essencial.

O gigantesco Palco Paralello, com opções para gostos variados, se destacou com as apresentações de nomes como Caetano Veloso, Ponto de Equilibrio , Os Mutantes,  Rincon Sapiência, Djonga,  Luedji Luna, 3030 e Não Recomendadxs.

Ivan Sacerdote e Caetano Veloso se beijam durante o show no Festival Universo Paralello, na praia de Pratigi, na Bahia – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Verdadeira alma do Universo Paralello, DJs vindos de todo o mundo fizeram apresentações enérgicas, que animaram o vibrante público em sintonia cósmica.

Nomes consagrados como Alok, Bhaskar, Astrix, Vintage Culture, Swarup, Ekanta e Mau Mau estiveram por lá.

Alok se apresenta no Universo Paralello 2020 – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Alok vibra no Universo Paralello: “Resgate das minhas essências”

Em bate-papo descontraído com o Blog do Miguel Arcanjo no UOL, Alok, um dos mais importantes DJs brasileiros na atualidade, falou sobre sua experiência no Universo Paralello.

Ele teve seu filho Ravi no último dia 10 e recentemente anunciou seu trio e bloco no Carnaval de rua de São Paulo.

Questionado sobre o que o UP representa em sua vida, Alok respondeu:

“O festival é especial em tantos aspectos na minha vida. Foi minha escola, minha pós graduação. Aqui é o resgate das minhas essências. Me tornei um artista pop e voltar aqui me alimenta. Me faz quebrar a minha armadura e me conectar com meu real propósito”, contou.

“O festival é o coração do meu pai [Juarez Petrillo, criador do Universo Paralello], autêntico e como ele com a intenção de mudar a visão do mundo. O festival é um grito de manifesto, contracultura”, definiu.

Alok aproveitou o papo para comentar o projeto “Lógica”, no qual toca em parceria com o irmão gêmeo, o também DJ Bhaskar.

“Tocamos psy trance juntos por sete anos e aqui no festival, a cada dois anos, nos apresentamos no Palco Principal. É um momento muito especial que compartilho com o meu irmão. Me surpreendi com a reação do público e por tanto carinho recebido. Tocar no Universo Paralello é muito especial”, concluiu.

Detalhe da movimentação do público no Festival Universo Paralello 2020, na praia de Pratigi, na Bahia – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Integração de culturas foi a tônica da edição que celebrou os 20 anos do Festival Universo Paralello na praia de Pratigi, na Bahia – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Detalhe da decoração do Universo Paralello 2020, a cargo de Carin Dickson, da África do Sul – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Pavão gigante chama a atenção no Universo Paralello

A decoração e cenografia assinada pela sul africana Carin Dickson, da ArteScape chamou a atenção do público, com direito a um enorme pavão na pista principal. A ave monumental foi símbolo desta edição e coloriu o espaço, com suas penas gigantes e vistosas.

Já no UP Club, o Templo dos 3 Macacos contou com animais infláveis e temática oriental. Fora as impactantes projeções holográficas em 3D.

Queima de fogos saúda chegada de 2020 no Universo Paralello, festival realizado na praia de Pratigi, no litoral baiano, e que chegou aos 20 anos de existência – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Pirofagia do Biolumini, grupo de São Paulo, emocionou o público que participou do Universo Paralello 2020 na praia baiana de Pratigi – Foto: Tarcisio Boquady – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Integração de culturas marcou a edição de 20 anos do Universo Paralello, festival na praia de Pratigi, na Bahia, que brindou 2020 com energia e alto astral – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Detalhe da paradisíaca praia de Pratigi, em Ituberá, na Bahia, que abrigou o Universo Paralello 2020 – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Casal assiste ao amanhecer na praia de Pratigi, na Bahia, durante o Universo Paralello 2020 – Foto: Lauro Medeiros – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Ritmos variados e encontro de culturas marcam Universo Paralello 2020

A programação do Circulou-Zona de Preservação de Culturas trouxe uma infinidade de atrações, shows, workshops e vivências das mais variadas. Destaque para o grupo Biolumini de São Paulo com pirofagia.

No Chill Out, tranquilidade e descanso tiveram sua vez, enquanto que no Palco 303 e Tropikalien, dias e noites foram enérgicas, já no Tortuga Stage, com direito a muito hip hop e soul.

Colaborou Paula Pratini.

O colunista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Universo Paralello.

]]>
0
Aniversário de São Paulo tem 300 atrações grátis no sábado 25/1 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/09/programacao-aniversario-de-sao-paulo-tem-300-atracoes-gratis-em-150-pontos-no-dia-251/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/09/programacao-aniversario-de-sao-paulo-tem-300-atracoes-gratis-em-150-pontos-no-dia-251/#respond Thu, 09 Jan 2020 16:11:37 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34568

Ney Matogrosso canta no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro: programação gratuita tem 300 atrações – Foto: Claudio Augusto/Brazil News – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Os 466 anos da cidade de São Paulo serão celebrados com 300 atrações gratuitas em 150 pontos das cinco regiões da cidade no dia 25 de janeiro, um sábado, informou a Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Cultura. As atividades englobam shows, cinema, dança, teatro e circo. O Blog do Arcanjo adianta as principais atrações para você curtir:

Elba Ramalho participa do Grande Cortejo Modernista, que sai do Pátio do Colégio às 14h – Foto: Jonatas Marques/Divulgação – Blog do Arcanjo/UOL

Grande Cortejo Modernista
Espetáculo itinerante a céu aberto artistas como Elba Ramalho com Bixiga 70, Karol Conka, Rashid, Ney Matogrosso, Skank, Demônios da Garoa e a bateria da Vai-Vai. Para dar vida a personagens históricos, foram convidados atores como Pascoal da Conceição, interpretando o escritor Mário de Andrade. A Orquestra Sinfônica Municipal, o Coro Lírico, o Balé da Cidade de São Paulo e o Coral Indígena Guarani Amba Vera também integram a apresentação. A abertura será no Pátio do Colégio, às 14h, e o itinerário inclui o Largo São Bento, Rua Líbero Badaró, Avenida São João, Viaduto do Chá, Praça Ramos de Azevedo – onde fica o Theatro Municipal de São Paulo -, Largo do Paiçandu, esquina das Avenidas Ipiranga e São João e Praça da República. Dessa forma, o público é convidado a percorrer pontos históricos e lugares de memória que se relacionam com a cultura brasileira em todas as suas formas.

Emicida na ZL
Entre as atividades descentralizadas, que acontecem nas cinco regiões da cidade, está o show de Emicida, no Palco Praça Brasil, na zona leste. Depois de duas apresentações que lotaram o Theatro Municipal de São Paulo, no ano passado, para a gravação do DVD “AmarElo”, o cantor retorna para uma apresentação ao ar livre durante o aniversário de São Paulo. O espetáculo foi o vencedor da categoria melhor show do prêmio APCA 2019. O rapper concebeu este trabalho “como quem manda cartas de amor”. No repertório, a faixa-título “Eminência Parda”, entre outras canções, além de músicas que marcam seus dez anos de carreira.

Forró na Freguesia
Na Freguesia do Ó, zona norte, o tradicional grupo de forró paulistano Falamansa apresenta-se às 19h com diversos sucessos que marcaram o início dos anos 2000, entre eles, “Rindo à Toa” e “Xote da Alegria”. O grupo faz ainda versões de canções conhecidas nas vozes de Luiz Gonzaga e Alceu Valença. Na sequência, sobe ao palco o grupo de forró Rastapé. Com 20 anos de carreira, a banda Rastapé, o grupo lançou recentemente as canções “Contando as Horas” e a regravação de “Vou te Levar”, música do rapper Fábio Brazza e Vulto.

Nova geração no CCJ
Outro espaço que recebe programação neste dia é o Centro Cultural da Juventude. Um grande encontro de talentos da nova geração do rap com Drik Barbosa, Kamau e Rashid. A carreira da MC, que participou, em 2015, da música “Mandume” de Emicida, começou na Batalha do Santa Cruz, na qual desenvolveu suas habilidades no freestyle, método baseado na improvisação. Da mesma fonte, vieram também Rashid, Projota e o próprio Emicida.

Sambarock no Butantã
No Butantã, zona oeste, a programação se inicia às 14h com o grupo Samba Rock Santo Amaro formado por alunos de uma oficina realizada na própria Casa de Cultura. Na sequência, às 15h20, o grupo “Eu soul sambarock” relembra os bailes das periferias de São Paulo desde a década de 1960. Às 16h, a banda Sandália de Prata apresenta seu novo disco, “Maloqueiro e Elegante”. O encerramento fica com a cantora Paula Lima, às 18h. Com foco no samba-rock, o repertório traz canções como “Mil estrelas” e “Meu guarda-chuva”.

Jeneci na Lapa
No Centro Cultural Tendal da Lapa, às 19h, o cantor Marcelo Jeneci apresenta seu novo disco, “Guaia”, voltando às origens ao homenagear o bairro em que cresceu, Guaianazes. Para apresentar o terceiro álbum, Marcelo Jeneci (voz, sanfona e teclados) sobe no palco acompanhado por Rafa Cunha (bateria e samplers). No repertório, seus maiores sucessos e as novas canções “Aí Sim”, “Oxente” e “Redenção”, entre outras.

Samba na zona sul
O samba dá o tom da programação do M’Boi Mirim, na zona sul. A partir das 18h, a programação começa com a Equipe Black Mad, grupo fundado por Mauricio Black Mad e que traz uma apresentação de dança e música em ritmos como soul music e funk. Na sequência, às 20h, será a vez de Rodriguinho, ex-vocalista do grupo Travessos, que apresenta a turnê “30 anos, 30 sucessos”. Neste show, ele relembra canções que fizeram sucesso no grupo como “Tô te filmando (Sorria)” e “Quando a gente ama”. Quem encerra as apresentações neste palco é o grupo de samba Art Popular, às 21h. Músicas como “Pimpolho” e “Fricote” estarão no repertório.

Funk no Grajaú
Para valorizar e descriminalizar este gênero musical, a Secretaria Municipal de Cultura realizou em dezembro de 2019, na zona leste, o Festival Funk da Hora. Agora, no dia do aniversário de São Paulo, dia 25 de janeiro, o projeto chega à zona sul. Entre os mais de 20 artistas convidados, apresenta-se, no Centro Cultural do Grajaú, o mineiro MC Lan, que lançou sucessos como “Sua Amiga Eu Vou Pegar” e “Open the Theca”; em Heliópolis, o paulistano MC Kekel, intérprete dos hits “Quer Andar de Meiota?”, “Solteiro Nunca Está Só” e outros; e, em Paraisópolis”, o carioca Nego do Borel, autor de “Me Solta” e “Você Partiu Meu Coração”.

O colunista Miguel Arcanjo Prado está em férias até 27/01.

]]>
0
Musical A Cor Púrpura faz nova temporada até 16/2 em SP https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/03/musical-a-cor-purpura-volta-ao-cartaz-dia-3-de-janeiro-em-sp/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/03/musical-a-cor-purpura-volta-ao-cartaz-dia-3-de-janeiro-em-sp/#respond Fri, 03 Jan 2020 09:01:56 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34454

Letícia Soares no musical A Cor Púrpura – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Depois do recesso para o período de festas, o musical “A Cor Púrpura” está de volta ao Theatro NET São Paulo, no shopping Vila Olímpia, em São Paulo. A superprodução protagonizada por atores negros fica em cartaz de 3 de janeiro até o dia 16 de fevereiro, com sessões sexta às 20h30, sábado às 17h e 21h, e domingo às 19h. Os ingressos, em valores de inteira, custam de R$ 75 a R$ 220. Estão no elenco os talentosos atores Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana, Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana, Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr, Gabriel Vicente, Leandro Vieira e Nadjane Rocha.

Siga @miguel.arcanjo

]]>
0
Festival Verão Sem Censura apresenta 45 atrações grátis em São Paulo https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/02/festival-verao-sem-censura-tem-45-atracoes-gratis-em-sp-veja-programacao/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/02/festival-verao-sem-censura-tem-45-atracoes-gratis-em-sp-veja-programacao/#respond Thu, 02 Jan 2020 09:03:39 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34438

Cena da peça Roda Viva, do Teat(r)o Oficina, que será apresentada no Theatro Municipal no Festival Verão Sem Censura da Prefeitura de São Paulo com obras censuradas e perseguidas pelo governo Bolsonaro – Foto: Jennifer Glass – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Em São Paulo a cultura é livre. Esta é mensagem da Prefeitura de São Paulo com o Festival Verão Sem Censura, que abriga manifestações culturais que foram censuradas ou atacadas na esfera federal no último ano. Entre os dias 17 e 31 de janeiro, obras democráticas e livres se espalham pela cidade em mais de 45 atrações grátis, com shows, peças de teatro, exibições de cinema, exposições, debates, performances e, claro, Carnaval.

A programação tem peças censuradas como “Caranguejo Overdrive” e “Res Publica 2023”, shows de Arnaldo Antunes e Pussy Riot com Linn da Quebrada; apresentação do espetáculo Roda Vida, do Teat(r)o Oficina, no Theatro Municipal; exibição de “Bruna Surfistinha”, seguida de debate com a atriz Déborah Secco e a autora Raquel Pacheco, e sessão do filme “A Vida Invisível”; e bate-papo sobre a história de Carlos Marighella.

A abertura do evento, no dia 17, será realizada na Praça das Artes, com show de Arnaldo Antunes, que teve seu videoclipe censurado na TV recentemente. No mesmo dia, o Theatro Municipal recebe, na sacada, o DJ Rennan da Penha, funkeiro idealizador do Baile da Gaiola preso em março e libertado em novembro.

Deborah Secco no filme Bruna Surfistinha, que participa do Festival Verão Sem Censura em SP neste janeiro – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Bruna Surfistinha e Daspu
No dia 18, a Praça das Artes promove também uma exibição de “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini. O longa-metragem tem sessão seguida de debate com Raquel Pacheco, cuja autobiografia “O Doce Veneno do Escorpião” inspirou o filme, e a atriz Deborah Secco, que interpreta a ex-prostituta. Em julho, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não poderia “admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha”. Na sequência, acontece desfile de moda da Daspu, grife do movimento de prostitutas do Brasil criada por Gabriela Leite, e a festa LGBT Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile.

No dia 30, o Pussy Riot, banda punk rock feminista que teve integrantes condenadas à prisão na Rússia, em 2012, faz show com participação de Linn da Quebrada no Centro Cultural São Paulo (CCSP). No dia 29, a banda participa de debate com no mesmo espaço, após exibição do documentário “Act and Punishment”, de Yevgeni Mitta.

Divinas Divas: show no Municipal sob direção de Robson Catalunha em 29 de janeiro – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Festas, Roda Viva e Divinas Divas no Municipal
A Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal, é palco para festas no dia 31, começando com o Cortejo do bloco Espetacular Charanga do França, às 23h. Em seguida, a diversão continua com Tarado Ni Você, bloco de músicas de Caetano Veloso, e, por fim, a festa Minhoqueens.

O Theatro Municipal recebe o encerramento do Festival, com apresentação da peça “Roda Viva”, do Teatro Oficina, sob direção de Zé Celso, no dia 31. O espetáculo, escrito por Chico Buarque e com direção de José Celso Martinez, foi censurado durante a ditadura civil-militar brasileira. O espaço também é palco do show “Divinas Divas”, com mulheres trans que também sofreram atos de censura durante a carreira, sob direção de Robson Catalunha, no dia 29.

Na Biblioteca Mário de Andrade, a programação inclui as peças “O Caderno Rosa de Lori Lamby”, nos dias 18 e 19, e “Navalha na Carne Negra”, nos dias 24, 25 e 26; uma conversa sobre Marighella, com Mário Magalhães e Maria Marighella, no dia 29; o bate-papo “Uma Aula Sobre 1984”, com a historiadora Lilia Schwarcz, sobre o romance distópico de George Orwell, no dia 21; e o clube de leitura “Puñado lê Proibidas”, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas.

Caranguejo Overdrive, da Aquela Companhia (RJ), terá sessões no CCSP no Festival Verão Sem Censura de São Paulo – Foto: Marcio Pimenta – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Peças Censuradas
A programação inclui diversos espetáculos censurados em 2019. No Centro Cultural São Paulo (CCSP), “Caranguejo Overdrive”, de Aquela Cia de Teatro, é exibido após ter a sua reestreia vetada no Rio de Janeiro. A peça foi consagrada com o Prêmio Shell 2016 de Melhor Direção para Marco André Nunes, Melhor Autor para Pedro Kosovski e Melhor Atriz para Carolina Virgüez. As sessões acontecem nos dias 17, 18 e 19.

Censurada pela FUNARTE, a peça “RES PUBLICA 2023” já foi acolhida pela Prefeitura em outubro, quando estreou no CCSP. Agora, o espetáculo do grupo A Motosserra Perfumada chega ao Centro Cultural da Juventude (CCJ), nos dias 22 e 23.

Maikon K, Elisabete Finger, Wagner Schwarz e Renata Carvalho estão em “Domínio Público”, que participa do Festival Verão Sem Censura em SP – Foto: Annelize Tozetto/Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Também no CCJ, acontece a apresentação de “Domínio Público”, na qual os artistas Maikon K, Renata Carvalho e Wagner Schwartz, juntamente com Elisabete Finger, se juntam para uma reflexão a partir dos ataques sofridos em 2017.

A peça “Abrazo”, da companhia Clowns de Shakespeare, é apresentada nos dias 17, 18 e 19, no Centro Cultural Olido, após ter sido cancelada minutos antes de sua segunda sessão em Recife. O espetáculo infanto-juvenil é inspirado no “Livro dos Abraços”, de Eduardo Galeano, e conta a história de um local no qual abraços não são permitidos. Também no Olido, o espetáculo “Gritos”, da companhia Dos à Deux, é apresentado nos dias 17, 18 e 19. O motivo da censura teria sido a temática LBGT do espetáculo, que conta a história de uma travesti.

O escritor Ignácio de Loyola Brandão participa de debate sobre censura na Biblioteca Mário de Andrade no Festival Verão Sem Censura – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Exposições
O CCSP apresenta, entre os dias 17 e 31, uma exposição com cartazes de filmes censurados, reconhecendo a importância dos cartazes para preservar a memória do cinema brasileiro – em dezembro, cartazes foram retirados das paredes da sede e do site da Ancine. Na Biblioteca Mário de Andrade, é possível conferir a exposição “Banidos”, com obras do acervo de livros raros censuradas na história literária. A abertura, no dia 17, conta com bate-papo com Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura, e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura.

Fernanda Montenegro, grande atriz de 90 anos atacada pelo governo Bolsonaro: filme A Vida Invisível será exibido no Festival Verão Sem Censura – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Cinema
No CCSP, é exibido o premiado “A Vida Invisível”, que representou o Brasil na corrida pelo Oscar. O longa-metragem de Karim Aïnouz seria exibido para os servidores da Ancine em dezembro, mas foi vetado pela direção do órgão, do qual o filme também teve os seus cartazes removidos das paredes. A sessão acontece dia 19, na Sala Lima Barreto. O espaço também apresenta uma Sessão de curtas LGBT, no dia 18. No dia 19, são exibidos os filmes “Bixa Travesty” e “Corpo Elétrico”, além de uma sessão de médias-metragens.

O Blog do Miguel Arcanjo mostra, a seguir, a programação completa e gratuita:

Festival Verão Sem Censura – 2020

Programação Gratuita

Praça das Artes
Av. São João, 281, Centro, metrô República, Anhangabaú ou São Bento

17/01
20h00 Arnaldo Antunes

18/01
21h30 Conversa com a Déborah Secco e Raquel Pacheco
22h00 Exibição do filme “Bruna Surfistinha”
00h00 Daspu – Desfile de abertura
00h30 Desculpa Qualquer Coisa com performance das Maravilhosas Corpo de Baile

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1.000, metrô Vergueiro

17/01
21h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

18/01
21h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

19/01
15h A Vida Invisível – Sala Lima Barreto

17 a 31/01
Exposição com cartazes de filmes censurados

18/01 – Circuito Spcine
16h Sessão de curtas LGBT
Vando Vulgo Vendita
O Órfão
Preciso dizer que te amo
Reforma
Tea for two
Swinguerra

19 /01 – Circuito Spcine
15h Corpo Elétrico
17h Sessão de médias
Verona
Nova Dubai
19h Bixa Travesty

19/01
20h Caranguejo Overdrive – Aquela Cia de Teatro

29/01
19h Exibição do longa metragem “Act and Punishment” – Sala Paulo Emílio
21h30 Debate com integrantes

30/01
20h Pussy Riot com participação de Linn da Quebrada

Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, Centro, metrô República ou Anhangabaú

17/01 a 31/01
19h – Banidos – Obras censuradas no decorrer de três séculos fazem parte dessa exposição do acervo de raridades da Biblioteca Mário de Andrade. Incluem-se desde títulos como Comedia Eufrosina, de Jorge Ferreira de Vasconcellos, peça de teatro do século 16 censurada pela Igreja e incluída no Index de livros proibidos; chegando a Capitães da Areia, de Jorge Amado, incinerado em praça pública pelo Estado Novo, em 1937.

No dia da abertura, 17 de janeiro, 19h, bate-papo vai reunir Ignácio de Loyola Brandão, romancista brasileiro autor de obras que foram censuradas na época da ditadura; e Laura Mattos, autora do recente Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. Moderação: Maria Fernanda Rodrigues

18 e 19/01
19h – O Caderno Rosa de Lori Lamby – Uma menina de oito anos escreve um diário com peripécias sexuais. Peça baseada em obra homônima de Hilda Hilst, na fronteira onde se encontram a irrealidade, o tabu, o desejo e a inocência da imaginação infantil. Iara Jamra vive o papel, com direção geral de Bete Coelho e direção de arte de Cassio Brasil.

21/01
19h – Cabaré da Fossa – Entre o humor e o drama, essa leitura homoerótica inclui também canções e cenas de filmes e ficará a cargo de Caetano Romão, Ismar Tirelli Neto e Ricardo Domeneck, com a especialíssima participação de Horácio Costa.

19h – Uma aula sobre 1984– O romance distópico de George Orwell, um dos livros que mais nos fizeram discutir sociedades totalitárias, acaba de completar 70 anos e será apresentado pela historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz, autora do recente Sobre o autoritarismo.

23/01
19h – Erotismo censurado – Uma história de autores e obras malditos, de Sade a Hilda Hilst, será apresentada nesta aula de Eliane Robert Moraes, filósofa e ensaísta, uma das mais destacadas especialistas em literatura erótica e proscrita. Trechos escolhidos serão lidos pela atriz Helena Ignez.

24, 25 e 26/01
19h – Navalha na Carne Negra – A peça de 1967 foi vetada pela ditadura, e seu autor, Plínio Marcos, chegou a ter a integralidade de sua obra banida dos palcos. Em cena, tudo começa com o dinheiro deixado pela prostituta Neusa Sueli para seu cafetão Vado. Com Lucélia Sérgio, Raphael Garcia e Rodrigo dos Santos, e direção de José Fernando Peixoto de Azevedo.

25/01
das 10h às 13h, das 14h às 17h – Oficina de poesia sem censura, com Angélica Freitas – Neste laboratório, comandado pela poeta Angélica Freitas (Rilke Shake, 2007; Um útero é do tamanho de um punho, prêmio APCA 2012) os participantes utilizam o caderno como espaço de experimentação para aguçar suas habilidades poéticas. 20 vagas, oficina sequencial, das 10h às 13h, das 14h às 17h.

28/01
19h – Proibidas – A revista literária “Puñado”, editada por um coletivo de mulheres, vai fazer um clube de leitura especial, com trechos de autoras latino-americanas brancas e negras que foram censuradas, proibidas ou sofreram resistência, seja pelo teor político, seja pelo teor moral. Com Laura Del Rey e Raquel Dommarco Pedrão, organizadoras da Puñado, e as convidadas Hailey Kaas, Jéssica Balbino, Luciana Bento e Vanessa Ferrari.

29/01
19h – Marighella – Personagem da história política brasileira que enfrentou censura tanto em vida quanto após sua morte é o tema desse diálogo que reúne o escritor e jornalista Mário Magalhães, autor de sua biografia, e Maria Marighella, sua neta, que está à frente do relançamento de volume de escritos, Chamamento ao povo brasileiro. Moderação: Rodrigo Casarin.

30/01
19h – Mulheres nos anos de chumbo – As romancistas Claudia Lage e Maria Valéria Rezende e a historiadora Maria Claudia Badan Ribeiro conversam sobre a escrita ficcional e historiográfica que reconstitui a atuação feminina e a repressão de 1964 à reabertura política. Participação especial de Adelaide Ivánova, que apresentará duas performances. Mediação: Robson Viturino

30 e 31/01
19h – Calabar, o elogio da traição – Por uma década ficou censurada esta peça de teatro musicada de Chico Buarque e Ruy Guerra que recupera a figura de Domingos Fernandes Calabar, que tomou partido dos holandeses, contra a coroa portuguesa, durante a Insurreição Pernambucana. Esta adaptação para leitura dramática, com onze atores e três músicos, é assinada por Renata Palottini e é um projeto do Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura, da ECA-USP. Direção de Roberto Ascar e direção musical de Jean Garfunkel.

Centro Cultural Olido
Av. São João, 473, Centro, metrô República

17, 18 e 19/01 – Sala Paissandu
18h Abrazo – Grupo Clowns de Shakespeare
17, 18 e 19/01 – Sala Olido
21h Gritos – Cia Dos à Deux

Centro Cultural da Diversidade
Rua Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi, CPTM Cidade Jardim

18/01
21h A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro

19/01
19h A Mulher Monstro – S.E.M. Cia de Teatro

25/01
21h Sombra – Teatro da Pomba Gira

26/01
19h Sombra – Teatro da Pomba Gira

Teatro Flávio Império
Rua Prof. Alves Pedroso, 600 – Cangaíba, CPTM Engenheiro Goulart

18/01
20h O Crime da Cabra – Cia do Sal

19/01
19h O Crime da Cabra- Cia do Sal

29/01
20h Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental

30/01
20h Lembro Todo dia de Você – Núcleo Experimental

Vila Itororó
Rua Pedroso, 238 – Bela Vista, metrô São Joaquim

18 e 19/01
15h Blitz, o império que nunca dorme – Trupe Olho da Rua

25 e 26/01
20h Quando Quebra Queima – Coletiva Ocupação

Centro Cultural da Juventude
Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila dos Andrades

17 e 18/01
20h Domínio Público

22/01
20h Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada

23/01
20h Res Pvblica 2023 – Grupo A Motosserra Perfumada

Centro de Culturas Negras
Rua Arsênio Tavolieri, 45, metrô Jabaquara

25 e 26/01
16h Macacos – Cia do Sal

Praça Ramos de Azevedo
Centro, s/nº- metrô Anhangabaú ou República

31/01
23h Cortejo com a Espetacular Charanga do França
00h Festa com Tarado Ni Você
01h Minhoqueens

Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/nº, metrô Anhangabaú ou República

17/01
23h Rennan da Penha (Sacada)

29/01
20h Divinas Divas

31/01
19h Roda Viva com Teat(r)o Oficina

22:30 Concentração da Espetacular Charanga do França (Na frente do Theatro)
23h Cortejo: Roda Viva e Espetacular Charanga do França

OBS.: Todas as apresentações de teatro serão seguidas de mediação.

PARCERIA

CASA 1
R. Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista
17 a 31/01
Projeto Instituto Temporário de pesquisa sobre censura – um mergulho crítico sobre a trajetória da censura

O colunista Miguel Arcanjo entra em férias, retornando dia 27 de janeiro.

Siga @miguel.arcanjo

]]>
0
Musical sobre Michael Jackson na Broadway abre vendas de ingressos https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/01/musical-sobre-michael-jackson-na-broadway-em-2020-abre-vendas-em-janeiro/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/01/01/musical-sobre-michael-jackson-na-broadway-em-2020-abre-vendas-em-janeiro/#respond Wed, 01 Jan 2020 09:00:56 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34461

Michael Jackson (1958-2009) terá vida e obra contada em musical da Broadway: ingressos começam a ser vendidos em 15 de janeiro – Foto: Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

O ano de 2020 na Broadway será marcado como o ano da estreia do musical sobre a vida de um dos maiores artistas de todos os tempos, Michael Jackson. Começam a ser vendidos no próximo dia 15 de janeiro os ingressos para “MJ: The Musical”, espetáculo sobre a vida e obra do Rei do Pop.

A estreia oficial está agendada para 13 de agosto de 2020, no Neil Simon Theatre, em Nova York, mas haverá pré-estreias desde 6 de julho, que prometem encher a plateia de nomes poderosos do showbusiness.

Há uma grande expectativa em relação à obra, sobretudo em relação aos fãs de Michael Jackson. Já estão garantidos no repertório hits como Billie Jean e Thriller.

A ficha técnica do espetáculo reúne gente graúda, como a dramaturgia a cargo de Lynn Nottage, que já ganhou duas vezes o Pulitzer. O coreógrafo inglês vencedor do Tony Christopher Wheeldon é quem assina a direção da obra.

Ainda não há previsão de “MJ: The Musical” ter montagem brasileira, mas já há produtores nacionais interessadíssimos em trazê-lo para cá em versão nacional.

Siga @miguel.arcanjo

]]>
0
Caetano Veloso e DJs famosos agitam o Universo Paralello na Bahia https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2019/12/31/caetano-veloso-e-djs-famosos-agitam-universo-paralello-na-bahia/ https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2019/12/31/caetano-veloso-e-djs-famosos-agitam-universo-paralello-na-bahia/#respond Tue, 31 Dec 2019 11:43:59 +0000 https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/?p=34551

O clarinetista Ivan Sacerdote beija o cantor Caetano Veloso no Palco Paralello do Universo Paralello – Foto: Lauro Medeiros – Coletiva a Mente – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

A praia de Pratigi, em Ituberá, no litoral Baixo Sul da Bahia, se transformou nesta virada de ano em um verdadeiro portal para a música trance e a cultura psicodélica. É o festival Universo Paralello, que reúne em seus 20 anos astros como Caetano Veloso, além de alguns dos DJs mais importantes do mundo. Grande ícone da música brasileira, Caetano emocionou o público em show com participação do talentoso clarinetista Ivan Sacerdote. O Blog do Miguel Arcanjo mostra a seguir algumas imagens do evento com 20 mil pessoas, que começou na última sexta (27) e vai até o dia 3 de janeiro.

Com seu clarinete, Ivan Sacerdote faz participação no show de Caetano Veloso no Universo Paralello – Foto: Lauro Medeiros – Coletiva a Mente – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

UP Club no Universo Paralello – Foto: Noronha Films – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Detalhe da apresentação do DJ Rica Amaral Universo Paralello – Foto: Noronha Films – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

DJ Rica Amaral no Universo Paralello – Foto: Noronha Films – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Lorena no Universo Paralello – Foto: Noronha Films – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

Detalhe da praia de Pratigi, em Ituberá, na Bahia, onde o Universo Paralello celebra seus 20 anos – Foto: Lauro Medeiros – Coletiva a Mente – Divulgação – Blog do @miguel.arcanjo UOL

]]>
0