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Peça vista por 100 mil, Os Sete Afluentes do Rio Ota está de volta

Miguel Arcanjo Prado

15/10/2019 07h10

Cena da montagem original de Os Sete Afluentes do Rio Ota, que volta aos palcos de SP – Foto: Divulgação – Coluna @miguel.arcanjo UOL

Uma das peças mais aclamadas do teatro brasileiro no século 21, "Os Sete Afluentes do Rio Ota" está de volta aos palcos de São Paulo.

Após 15 anos da última sessão da primeira montagem, a diretora Monique Gardenberg reestreia a obra do canadense Robert Lepage no dia 25 de outubro no Sesc Pinheiros, onde fica em cartaz até 1º de dezembro.

A peça é uma verdadeira imersão, com 350 minutos de duração (quase seis horas, com intervalo de 20 minutos).

O elenco traz os atores Bel Kowarick, Caco Ciocler, Chandelly Braz, Charly Braun, Giulia Gam, Helena Ignez, Jiddu Pinheiro, Johnny Massaro, Lorena da Silva, Madalena Bernardes, Marjorie Estiano, Sergio Maciel, Silvia Lourenço e Thierry Tremouroux.

A primeira montagem do texto foi em Nova York, em 1996, quando arrebatou a crítica estadunidense. No Brasil, em 2002, não foi diferente, e a peça teve mais de 100 mil espectadores com sua saga épica na segunda metade do século 20.

A diretora Monique Gardenberg – Foto: Divulgação – Coluna @miguel.arcanjo UOL

"Quando assisti o espetáculo em 1996, tive a certeza de estar diante de uma experiência teatral sem precedentes", conta Monique.

"Pela primeira vez, o teatro transcendia o palco, suas limitações técnicas, para viajar no tempo, no espaço, e sublimar, como num toque de mágica, a autoridade da encenação teatral. Por isso ele chegava bem perto de nós", complementa.

"Ao atravessar os últimos cinquenta anos do Século 20, Os Sete Afluentes do Rio Ota nos revela, com toda poesia e delicadeza, nossa comovente insignificância mas também o nosso poder de resistência e reinvenção, diante dos descaminhos da humanidade ou das tragédias pessoais", diz a diretora.

A Coluna Miguel Arcanjo adianta que a peça poliglota é dividida em sete capítulos, cada um em uma parte do mundo.

Capítulo 1 – FOTOGRAFIAS, Hiroshima, 1945

Capítulo 2 – JEFFREYS, Nova York, 1965

Capítulo 3 – PALAVRAS, Osaka, 1970

Capítulo 4 – UM CASAMENTO, Amsterdã, 1985

Capítulo 5 – O ESPELHO, Hiroshima, 1986 / Checoslováquia, 1943

Capítulo 6 – A ENTREVISTA, Hiroshima, 1995

Capítulo 7 – O TROVÃO, Hiroshima, 2000

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Sobre o autor

Eleito três vezes um dos dez melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se, Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela USP (Celacc-ECA) e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. É crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), da qual foi vice-presidente. Mineiro de Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. Passou por TV Globo Minas, O Pasquim 21, TV UFMG, Rádio UFMG Educativa, Curso Abril de Jornalismo, Superinteressante, Contigo!, Folha de S.Paulo, Agora, Uma, R7, Record, Record News, Rede TV!, Claudia, Band, Gazeta e Rede Brasil. É jurado dos prêmios APCA, do Humor, Bibi Ferreira, Sesc Melhores Filmes e Risadaria. Ganhou os prêmios Nelson Rodrigues, Inspiração do Amanhã e Referência Nacional pela Ancec. Como dramaturgo, é autor da peça Entrevista com Phedra.

Sobre a coluna

Miguel Arcanjo mostra o que acontece e quem é destaque nos palcos, telas, salas e sociedade, com informações e entrevistas exclusivas, além de reflexões sobre o mundo da Cultura e do Entretenimento.

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