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Zé Celso celebra 61 anos do Oficina com Roda Viva de Chico Buarque no Rio

Miguel Arcanjo Prado

08/11/2019 06h30

Destaque do elenco, a atriz Clarisse Johansson é carregada pelo coro de Roda Viva, do Teat(r)o Oficina: clássico de 51 anos de Chico Buarque celebra 61 anos do grupo de Zé Celso com temporada no Rio – Foto: Jennifer Glass/Divulgação – Coluna @miguel.arcanjo UOL

Mais longeva companhia teatral brasileira com 61 anos de história, o Teat(r)o Oficina estreia nesta sexta (8) na Cidade das Artes, no Rio, o espetáculo "Roda Viva", de Chico Buarque.

A montagem aporta em terras cariocas 51 anos após sua estreia histórica em 1968 e após sucesso de público em São Paulo.

A montagem é comandada mais uma vez por José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, o diretor vivo mais importante do teatro brasileiro, cujo trabalho é aclamado internacionalmente.

A nova encenação conversa fartamente com o Brasil atual e seus conflitos sociais e políticos. "O teatro é o aqui agora, ele projeta o futuro sim, mas a partir da energia presente", define Zé Celso, de 82 anos.

"Inserimos: agronegócio, memes, notícias que acontecem a cada semana e a presença da internet, que é muito central no musical", complementa o diretor paulista de Araraquara radicado na capital paulista.

Zé Celso em Roda Viva, clássico do Oficina faz temporada no Rio e pede ajuda do público para custear estadia – Foto: Jennifer Glass/Divulgação – Coluna @miguel.arcanjo UOL

No elenco, estão nomes como Roderick Himeros, como o astro Ben Silver, Gui Calzavara, como o Anjo, Joana Medeiros e Zé Ed, como o Capeta, além de Marcelo Drummond, como Mané, e Camila Mota, como Juliana, a mulher do protagonista, além da revelação Clarisse Johansson [ao fim desta reportagem veja ficha técnica completa].

A versão origina da peça estreou justamente no Rio, em 17 de janeiro de 1968, no Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, tendo no elenco original nomes como Marieta Severo, Antônio Pedro, Heleno Prestes, Rodrigo Santiago, Pedro Paulo Rangel e Zezé Motta.

Coro da peça "Roda Viva" em 1968, com nomes como Zezé Motta e Pedro Paulo Rangel – Foto: Arquivo Oficina – Coluna @miguel.arcanjo UOL

"Roda Viva em 68 foi massacrada, uma horrível repressão. Isso me fez decidir voltar, agora, com a peça. A polícia invadiu a apresentação em São Paulo, em Porto Alegre também. As atrizes e o elenco foram agredidos", recorda Zé Celso.

"Roda Viva não representa nada. Ela presenta. Não é teatro de representação. A gente chama de "tragicomédiaorgia", define o encenador.

A atriz Marília Pêra em "Roda Viva" de 1968 – Foto: Arquivo Oficina – Coluna @miguel.arcanjo UOL

Zé Celso e os artistas do Oficina pedem ajuda do público em uma vaquinha na internet para custear a temporada carioca, que vai até 1º de dezembro, já que o grupo está atualmente sem patrocínio. O Teat(r)o Oficina foi eleito o mais belo teatro do mundo pelo importante jornal inglês The Guardian, um dos mais importantes diários do mundo.

As sessões de "Roda Viva" no Rio são às sextas, 20h; e aos sábados e domingos, 19h, com quatro horas de duração (intervalo de 15 minutos). A entrada custa entre R$ 45 e R$ 120. A Cidade das Artes fica na av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Compre seu ingresso!

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A atriz Marília Pêra em "Roda Viva" em 1968, quando elenco foi espancado e perseguido covardemente durante a ditadura militar – Foto: Arquivo Oficina – Cristiano Mascaro – Divulgação – Coluna @miguel.arcanjo UOL

RODA VIVA 2019 | FICHA TÉCNICA

Texto: Chico Buarque

Versão 2018: Zé Celso

e Coro Teatro Oficina 2018

Diretor: Zé Celso

Conselheira Poeta: Catherine Hirsch

Diretor musical: Felipe Botelho

Direção de produção: Camila Mota, Marcelo Drummond e Zé Celso

Produção executiva: Anderso Puchetti

Assistente de direção: Beto Eiras

ELENCO

Benedito Silva: Roderick Himeros

Juliana: Camila Mota

Anjo: Guilherme Calzavara

Capeta: Zé Ed

Mané: Marcelo Drummond

O Coro: Cafira Zoé

Clarisse Johansson

Cyro Morais

Danielle Rosa

Fernanda Taddei

Gabriela Campos

Isabela Mariotto

Kael Studart

Kelly Campello

Marcelo Dalourzi

Mayara Baptista

Nolram Rocha

Sylvia Prado

Tony Reis

Tulio Starling

Wallie Ruy

 

A Banda: Violoncelo: Amanda Ferraresi

Bateria: André Santana

Percussão: Carina Iglecias

Baixo: Felipe Botelho

Piano: Giuliano Ferrari

Percussão: Ito Alves

Guitarra: Moita Mattos

Preparação vocal: Beth Amin

Preparação rítmica: Ito Alves

Sonoplasta: Gustavo Lemos e Clevinho Ferreira

Coreógrafo:  Ibrahima Sarr

Preparação dos corpos Seneafrica e Höröyá: Ibrahima Sarr, André Ricardo, Birima Mbaye, Moustapha Dieng e Aziz Mbaye

Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti

Diretor de Cena: Otto Barros

Arquitetura Cênica e Direção de Arte: Carila Matzenbacher, Marília Gallmeister e Marcelo X

Coordenador de Cenotecnia: Alício Silva

Equipe De Cenotecnia: Cleiton Willy, Reginaldo Nascimento, Francolino Gomes,

Renato Silva, Igor Gomes, Leandro Bruno, Claudemi Bruno, Gilberto Feli, Sabino Orosco

e Cássio Omae

Pirâmide: Fina Serralheria

Objetos Cênicos TVs, Nets, Mulher Veneno, Boneco Ben Silver: Ricardo Costa.

Assistentes: Abmael Henrique e Rafael Lopes

Máscaras do coro das macacas: Osvaldo Gabrieli e Mateus Rosa

Cata-Vento Fachada: Fernando Brettas – Ono-Zone Estúdio

Pintura Artística: Vincent Guilnoto

Maquiagem e Figurino: Sonia Ushiyama

Assistente de Maquiagem: Lenin Cattai

Assistentes de Figurino: Selma Paiva e Marcio Tassinari

Camareira: Cida Melo

Assistentes de Iluminação: Luana Della Crist, Pedro Felizes e Padu Palmério

Operadora da Luz: Cyntia Monteiro

Operadores de Canhão Seguidor: Ana Gabriela Rossetto, Angélica Taize e Filipe Sampaio

Estagiários da Luz:  Ananda Giuliani e Guilherme Soares

Movings Lights: Camilo Bonfanti

Criação em 3D: Daniele Meirelles

Conselheiro Poeta da Luz: Chico Turbiani

Montadores de luz: Gabriele Souza, Diego F F Soares, Alexandre Souza e Vinícius Hideki Ramos

Agradecimento a Grissel Piguillem

Operadora de Som: Camila Fonseca

Assistente de Som e Microfonista: Clevinho Ferreira

Cinema ao vivo: Cecília Lucchesi e Igor Marotti

Direção de Produção e Estratégia: Camila Mota, Marcelo Drummond e Zé Celso

Produtor Executivo e Administrador: Anderson Puchetti

Produtores: Ana Sette e Tati Romel

Comunicação, Editoração do Programa e Textos: Brenda Amaral,

Cafira Zoé e Camila Mota

Design Gráfico e Publicidade: Igor Marotti

Projeto Gráfico do Programa: Igor Marotti, Cecília Lucchesi e Marcelo X

Transcrição da entrevista com Zezé Motta: Danielle Rosa

Pesquisa de Imagiário e Makumbas Gráphicas: Cafira Zoé e Camila Mota

Assessoria de Imprensa: Brenda Amaral

Fotografias e produção: Jennifer Glass

Tradução para inglês e revisões de texto: Maria Bitarello

Operação de legendas ao vivo: Maria Bitarello

Arquivista: Thais Sandrin

 

Sobre o autor

Eleito três vezes um dos dez melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se, Miguel Arcanjo Prado é jornalista, mestre em Artes pela UNESP, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura pela USP (Celacc-ECA) e bacharel em Comunicação Social pela UFMG. É crítico da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), da qual foi vice-presidente. Mineiro de Belo Horizonte, vive em São Paulo desde 2007. Passou por TV Globo Minas, O Pasquim 21, TV UFMG, Rádio UFMG Educativa, Curso Abril de Jornalismo, Superinteressante, Contigo!, Folha de S.Paulo, Agora, Uma, R7, Record, Record News, Rede TV!, Claudia, Band, Gazeta e Rede Brasil. É jurado dos prêmios APCA, do Humor, Bibi Ferreira, Sesc Melhores Filmes e Risadaria. Ganhou os prêmios Nelson Rodrigues, Inspiração do Amanhã e Referência Nacional pela Ancec. Como dramaturgo, é autor da peça Entrevista com Phedra.

Sobre a coluna

Miguel Arcanjo mostra o que acontece e quem é destaque nos palcos, telas, salas e sociedade, com informações e entrevistas exclusivas, além de reflexões sobre o mundo da Cultura e do Entretenimento.

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